Nas eleições proporcionais brasileiras, o voto do eleitor não pertence apenas ao candidato, mas sim à legenda. É o desempenho coletivo de um partido que determina o seu tamanho no Parlamento. De olho no cenário de Mato Grosso do Sul para o pleito de 2026, o Partido Liberal (PL) desponta com forte musculatura eleitoral, impulsionado por nomes consolidados nas bases estaduais e federais.
Dados de pesquisa de intenção de voto do Instituto Ranking Brasil Inteligência traçam as projeções reais de cadeiras que o partido pode abocanhar com base no atual cenário espontâneo.
Projeção de eleger de 6 a 7 deputados estaduais
Na sondagem espontânea para deputado estadual, o PL apresenta uma nominata pulverizada e com forte poder de atração de votos de legenda e nominais. Diante dos percentuais apurados, os analistas apontam uma probabilidade real de o partido eleger de 6 a 7 deputados estaduais.
Veja o desempenho dos nomes mais citados pela população:

Projeção de eleger de 2 a 3 deputados federais
Para a bancada federal em Brasília, onde Mato Grosso do Sul dispõe de apenas 8 vagas no total, a disputa é muito mais afunilada. A força da sigla em MS se concentra em puxadores de voto tradicionais e ex-parlamentares com alto recall político. A estimativa matemática confere ao PL a probabilidade de eleger de 2 a 3 deputados federais.
Os líderes da amostragem espontânea para a Câmara Federal são:

Como essas vagas são calculadas?
Para transformar essas intenções de voto em cadeiras definitivas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplica regras que exigem um equilíbrio entre o desempenho da sigla e a força individual do candidato.
Passo 1: O quociente eleitoral (QE)
É a “nota de corte” da eleição. O QE determina quantos votos válidos são necessários para que o partido garanta o seu primeiro parlamentar na bancada. Ele ignora votos brancos e nulos.
Passo 2: O quociente partidário (QP)
Mede o tamanho inicial da bancada do partido. Divide-se a votação total da sigla (soma de todos os candidatos + votos na legenda) pelo Quociente Eleitoral. O número inteiro resultante (desprezando as frações) é o número de vagas diretas que o partido ganha.
Passo 3: A distribuição das sobras
As vagas que restam após a divisão inicial são partilhadas por meio de rodadas de médias matemáticas. A cadeira remanescente vai para o partido que atingir o maior resultado na fórmula:
Cláusulas de Barreira: Para evitar “caronas” de candidatos sem expressão popular, a lei exige o desempenho mínimo. O partido precisa atingir ao menos 80% do QE para disputar as sobras, e o candidato individual precisa obter de forma nominal pelo menos 10% do QE para poder tomar posse da cadeira conquistada pela sua legenda.
Dados da Pesquisa
A amostragem foi realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência entre os dias 1º e 5 de junho de 2026. Foram entrevistados 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, cobrindo 30 municípios de Mato Grosso do Sul.
A pesquisa utiliza metodologia quantitativa com entrevistas pessoais e via sistema CAT, apresentando um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os registros oficiais na Justiça Eleitoral são MS-06874/2026 e BR-03768/2026.
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