Nas eleições proporcionais, o voto do eleitor pertence à legenda, e o desempenho coletivo determina o tamanho do partido no Parlamento. De olho no cenário de Mato Grosso do Sul para o pleito de 2026, a Federação União Progressista (União Brasil e PP) desponta com forte musculatura eleitoral. Sob o comando da senadora Tereza Cristina (PP) e de Rose Modesto (União), as siglas buscam eleger de cinco a seis deputados estaduais e garantir até três cadeiras na Câmara Federal. O desafio será equalizar tantas candidaturas competitivas na mesma chapa, onde décimos de voto decidirão os titulares e os suplentes.
Dados de pesquisa espontânea do Instituto Ranking Brasil Inteligência traçam as projeções reais do bloco. Na corrida para a Assembleia Legislativa (Alems), o atual deputado Gerson Claro lidera com 2,20%, seguido por Jamilson Name (1,30%), Marco Santullo (1,20%) e Professor Rinaldo (0,70%). Marcelo Miranda pontua com 0,65% e o vereador Veterinário Francisco tem 0,35%. Dione Hashioka e Hélio Peluffo aparecem com 0,20% cada, seguidos por Juliana Gaioso (0,15%). Londres Machado, Jerson Domingos e Marcelo Iunes registram 0,10% cada.

Para a Câmara Federal, onde MS dispõe de apenas oito vagas, a disputa é um funil complexo baseado em puxadores de voto tradicionais. A ex-deputada Rose Modesto lidera a amostragem com 3%, seguida pelos deputados federais Dr. Luiz Ovando (1,4%), Geraldo Resende (1,2%) e Dagoberto Nogueira (0,9%). O Delegado André Matsushita pontua com 0,55% e o empresário Carlos Bernardo registra 0,40%. A estimativa matemática confere à federação a probabilidade real de eleger de duas a três cadeiras em Brasília.
Para transformar intenções em mandatos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplica três regras matemáticas. Primeiro, calcula-se o Quociente Eleitoral (QE), a “nota de corte” da eleição, dividindo os votos válidos pelo número de vagas. Depois, o Quociente Partidário (QP) define as vagas diretas, dividindo a votação total da federação pelo QE. Por fim, as cadeiras restantes mudam para a distribuição das sobras por médias. Para evitar “caronas”, a lei exige que a federação atinja 80% do QE para disputar as sobras, e que o candidato obtenha individualmente pelo menos 10% do QE para tomar posse.

A amostragem foi realizada pela Ranking Brasil Inteligência entre 1º e 5 de junho de 2026, ouvindo 2.000 eleitores em 30 municípios de MS. A pesquisa quantitativa (pessoal e via CAT) tem intervalo de confiança de 95%, margem de erro de 2,2 pontos percentuais e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MS-06874/2026 e BR-03768/2026.






