Nesta terça-feira (14), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o professor Gilvano Bronzoni, presidente da ACP (Associação dos Professores de Campo Grande), que a abordou a valorização da educação pública, com foco nos desafios e conquistas dos professores em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em relação a salários, estrutura e condições de trabalho.
Ele afirmou que a educação pública em Mato Grosso do Sul enfrenta desafios históricos que vão além da valorização salarial dos profissionais. “Problemas de gestão, deficiência na infraestrutura das escolas, necessidade de formação continuada e dificuldades no acesso à tecnologia comprometem a qualidade do ensino oferecido à população”, ressaltou.
Bronzoni destacou que entidades representativas da categoria, como a ACP, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e a CMTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), defendem que investir na educação pública é essencial para garantir oportunidades às famílias que dependem da rede pública de ensino e contribuem com impostos.
Ao comentar a situação de Campo Grande, o dirigente sindical avalia que a Capital enfrenta dificuldades administrativas que se refletem não apenas na educação, mas também em áreas como saúde e infraestrutura. “Esse cenário motivou a paralisação realizada pelos profissionais da educação no dia 12 de junho”, revelou.
De acordo com Bronzoni, o movimento ocorreu após a Prefeitura não conceder a reposição de 5,4% do Piso Nacional do Magistério, percentual que deveria ter sido aplicado a partir de maio deste ano. “A reivindicação não representava aumento salarial, mas apenas a atualização prevista para a categoria”, analisou.
A mobilização reuniu cerca de 9 mil professores e 4 mil servidores administrativos da Rede Municipal de Ensino, afetando aproximadamente 112 mil estudantes. Após seis reuniões de negociação, a Prefeitura se comprometeu a conceder a reposição em três parcelas, previstas para setembro e dezembro deste ano e janeiro de 2027.
Para o presidente da ACP, um dos avanços das negociações foi o compromisso do Executivo Municipal de utilizar exclusivamente recursos vinculados à educação, como os provenientes do Fundeb e dos 25% constitucionais destinados ao setor, para garantir o pagamento da reposição salarial, além da manutenção da alimentação escolar e da valorização dos profissionais efetivos.
Bronzoni defende que a valorização dos educadores vai muito além do salário. Segundo ele, professores que enfrentam dificuldades financeiras acabam trabalhando sob maior pressão, sobretudo em salas de aula com 30 a 40 alunos e, muitas vezes, sem climatização adequada. “O professor precisa de condições para exercer seu trabalho. Isso envolve remuneração justa, saúde, ambiente acolhedor, formação continuada e estrutura adequada para ensinar”, afirmou.
O dirigente também chamou atenção para os desafios tecnológicos enfrentados pelas escolas municipais. “Muitas unidades ainda possuem conexão de internet insuficiente e número reduzido de computadores modernos, dificultando o uso de recursos digitais em sala de aula”, revelou.
Ele observa que a desigualdade social também interfere diretamente no aprendizado. “Há estudantes que não têm acesso à internet em casa e outros que sequer conseguem fazer as três refeições diárias. Essas diferenças precisam ser consideradas quando se fala em qualidade da educação”, disse.
Como forma de ampliar a transparência na aplicação dos recursos públicos, Bronzoni informou que foi criada uma comissão permanente formada por representantes da Câmara Municipal, por meio da Comissão de Educação, da ACP e do Executivo Municipal. O grupo terá a missão de acompanhar a destinação das verbas da educação e fiscalizar a execução dos investimentos.
Ao encerrar a entrevista, o presidente da ACP afirmou que a educação costuma ganhar destaque apenas em períodos eleitorais, mas ressaltou que o compromisso com o ensino público deve ser permanente. “A categoria seguirá mobilizada em defesa da valorização dos profissionais e da melhoria da qualidade da educação oferecida às crianças e adolescentes da rede pública”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:
Nesta terça-feira (14), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou o professor Gilvano Bronzoni, presidente da ACP (Associação dos Professores de Campo Grande), que a abordou a valorização da educação pública, com foco nos desafios e conquistas dos professores em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, em relação a salários, estrutura e condições de trabalho.
Ele afirmou que a educação pública em Mato Grosso do Sul enfrenta desafios históricos que vão além da valorização salarial dos profissionais. “Problemas de gestão, deficiência na infraestrutura das escolas, necessidade de formação continuada e dificuldades no acesso à tecnologia comprometem a qualidade do ensino oferecido à população”, ressaltou.
Bronzoni destacou que entidades representativas da categoria, como a ACP, a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) e a CMTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), defendem que investir na educação pública é essencial para garantir oportunidades às famílias que dependem da rede pública de ensino e contribuem com impostos.
Ao comentar a situação de Campo Grande, o dirigente sindical avalia que a Capital enfrenta dificuldades administrativas que se refletem não apenas na educação, mas também em áreas como saúde e infraestrutura. “Esse cenário motivou a paralisação realizada pelos profissionais da educação no dia 12 de junho”, revelou.
De acordo com Bronzoni, o movimento ocorreu após a Prefeitura não conceder a reposição de 5,4% do Piso Nacional do Magistério, percentual que deveria ter sido aplicado a partir de maio deste ano. “A reivindicação não representava aumento salarial, mas apenas a atualização prevista para a categoria”, analisou.
A mobilização reuniu cerca de 9 mil professores e 4 mil servidores administrativos da Rede Municipal de Ensino, afetando aproximadamente 112 mil estudantes. Após seis reuniões de negociação, a Prefeitura se comprometeu a conceder a reposição em três parcelas, previstas para setembro e dezembro deste ano e janeiro de 2027.
Para o presidente da ACP, um dos avanços das negociações foi o compromisso do Executivo Municipal de utilizar exclusivamente recursos vinculados à educação, como os provenientes do Fundeb e dos 25% constitucionais destinados ao setor, para garantir o pagamento da reposição salarial, além da manutenção da alimentação escolar e da valorização dos profissionais efetivos.
Bronzoni defende que a valorização dos educadores vai muito além do salário. Segundo ele, professores que enfrentam dificuldades financeiras acabam trabalhando sob maior pressão, sobretudo em salas de aula com 30 a 40 alunos e, muitas vezes, sem climatização adequada. “O professor precisa de condições para exercer seu trabalho. Isso envolve remuneração justa, saúde, ambiente acolhedor, formação continuada e estrutura adequada para ensinar”, afirmou.
O dirigente também chamou atenção para os desafios tecnológicos enfrentados pelas escolas municipais. “Muitas unidades ainda possuem conexão de internet insuficiente e número reduzido de computadores modernos, dificultando o uso de recursos digitais em sala de aula”, revelou.
Ele observa que a desigualdade social também interfere diretamente no aprendizado. “Há estudantes que não têm acesso à internet em casa e outros que sequer conseguem fazer as três refeições diárias. Essas diferenças precisam ser consideradas quando se fala em qualidade da educação”, disse.
Como forma de ampliar a transparência na aplicação dos recursos públicos, Bronzoni informou que foi criada uma comissão permanente formada por representantes da Câmara Municipal, por meio da Comissão de Educação, da ACP e do Executivo Municipal. O grupo terá a missão de acompanhar a destinação das verbas da educação e fiscalizar a execução dos investimentos.
Ao encerrar a entrevista, o presidente da ACP afirmou que a educação costuma ganhar destaque apenas em períodos eleitorais, mas ressaltou que o compromisso com o ensino público deve ser permanente. “A categoria seguirá mobilizada em defesa da valorização dos profissionais e da melhoria da qualidade da educação oferecida às crianças e adolescentes da rede pública”, concluiu.
Assista a entrevista completa pelo link:











