Entrevista com o ex-superintendente do Patrimônio da União, Tiago Botelho, no Jornal da Top

Rede TOP FM

A 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, iniciou a semana entrevistando, nesta segunda-feira (29), o ex-superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PT baseado na necessidade de renovação política e em propostas concretas para o desenvolvimento social e econômico do Estado, tendo como foco a inclusão e o combate à polarização.

“Pretendo disputar espaço na política com um discurso voltado à renovação, à valorização dos serviços públicos e ao fortalecimento da democracia. A política precisa representar a diversidade da sociedade e defendeu propostas voltadas para educação, saúde, geração de empregos e direitos das minorias”, declarou.

Segundo Botelho, um dos principais motivos que o levaram a ingressar na vida pública é a necessidade de renovar a representação política. “A política não deve ser encarada como profissão, mas como um instrumento de transformação social”, disse, criticando a atuação de parte dos parlamentares brasileiros e afirmando que muitos adotam posições distantes da realidade da população, como defender mudanças nas relações trabalhistas, enquanto não enfrentam as mesmas condições de trabalho dos brasileiros.

Ele ressaltou que sente mais orgulho de sua trajetória como professor universitário do que da classe política, justamente por acreditar que a imagem dos políticos foi desgastada pela falta de compromisso de alguns representantes com os interesses da população. Outro ponto defendido pelo professor é uma maior pluralidade nos espaços de poder.

O ex-superintendente do Patrimônio da União no Estado afirmou que o Legislativo deve refletir a diversidade existente na sociedade brasileira, garantindo espaço para professores, mulheres, representantes da comunidade LGBT+, indígenas, pessoas com deficiência, moradores do interior, integrantes do agronegócio e dos movimentos de reforma agrária. “Essa representatividade fortalece o princípio do pluralismo político previsto na Constituição Federal”, assegurou.

Durante a entrevista, Botelho também criticou a polarização ideológica. “Tanto a extrema-direita quanto a extrema-esquerda prejudicam o debate democrático. O eleitor sul-mato-grossense demonstra cada vez menos interesse em discursos ideológicos e busca candidatos que apresentem soluções concretas para problemas do cotidiano”, analisou.

Como exemplo, ele citou programas sociais e políticas públicas que, em sua avaliação, têm impacto direto na vida da população, como o Bolsa Família, a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil. Ao comentar o cenário político de Mato Grosso do Sul, Botelho revelou que, apesar de divergências políticas, votou no governador Eduardo Riedel (PP) no segundo turno da última eleição estadual.

Conforme o ex-superintendente do Patrimônio da União no Estado, a decisão foi tomada por considerar que essa era a melhor alternativa para impedir a vitória de um candidato que classificou como representante da extrema-direita, reforçando que sua prioridade é o desenvolvimento do Estado.

Entre suas principais bandeiras, Botelho coloca a educação pública como prioridade. “Defendo uma maior valorização dos profissionais da educação, especialmente com o fim da diferença salarial existente entre professores concursados e contratados. Também manifesto posição contrária à terceirização da educação pública e declaro apoio às universidades públicas instaladas em Mato Grosso do Sul, além da ampliação dos investimentos em instituições federais e estaduais de ensino”, ressaltou.

Na área da saúde, ele propõe a regionalização dos atendimentos, buscando reduzir o deslocamento de pacientes do interior para centros como Campo Grande e Dourados em busca de consultas, exames e procedimentos especializados.

O professor também afirmou que pretende atuar na defesa dos direitos das mulheres, da população LGBT+, dos povos indígenas e da população negra, considerando que esses grupos ainda enfrentam desigualdades que exigem políticas públicas específicas.

Na questão agrária, Botelho defendeu a ampliação da reforma agrária, a demarcação de terras indígenas e a regularização de territórios quilombolas. “A criação de novos assentamentos poderia fortalecer a agricultura familiar, ampliar a produção de alimentos e contribuir para a segurança alimentar da população”, pontuou.

Na economia, o professor afirmou ser favorável ao fim da escala de trabalho 6×1, por entender que a medida proporcionaria melhores condições aos trabalhadores. “Também defendo investimentos na qualificação profissional por meio da expansão dos institutos técnicos federais e a preparação de Mato Grosso do Sul para aproveitar oportunidades ligadas à Rota Bioceânica, ao turismo, à indústria e ao setor cultural, reduzindo a dependência exclusiva do agronegócio”, citou.

Ao avaliar a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Estado, Botelho elogiou a capacidade do governo federal de anunciar investimentos para diferentes setores da economia. Entre as ações citadas por ele estão recursos do Plano Safra, a retomada das obras da fábrica de fertilizantes UFN3, a entrega de títulos de reforma agrária e investimentos em infraestrutura aeroportuária.

Para o ex-superintendente do Patrimônio da União no Estado, essas iniciativas demonstram que é possível construir diálogo entre diferentes segmentos da sociedade, inclusive com setores que possuem divergências políticas, contribuindo para reduzir a polarização e ampliar o desenvolvimento econômico.

Ao encerrar a entrevista, Tiago Botelho incentivou a população a participar mais ativamente da política, independentemente da posição ideológica de cada cidadão. Ele afirmou admirar a trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e disse acreditar que o Brasil pode avançar com mais democracia, inclusão social e oportunidades para a classe trabalhadora.

“É fundamental que as pessoas mantenham a esperança e não desistam de seus sonhos, especialmente aqueles que enfrentam maiores dificuldades econômicas e sociais”, concluiu.

Assista a entrevista completa pelo link:

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