Entrevista com Keliana Fernandes, no Jornal da Top

Rede Top FM

Nesta terça-feira (28), a 1ª edição do programa Jornal da Top, da Rede Top FM, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, entrevistou a jornalista e radialista Keliana Fernandes Mangueiras, pré-candidata a deputada federal, que ganhou destaque nacional por seus vídeos e reflexões sobre proteção da mulher, defesa da infância, fortalecimento das famílias e temas de desenvolvimento pessoal.

Com mais de 30 anos de atuação na comunicação, a bacharel em Direito, palestrante e escritora disse que sua trajetória profissional a aproximou das demandas da população e reforçou seu interesse em disputar um mandato parlamentar. Durante entrevista, ela destacou que iniciou a carreira aos 17 anos, quando foi selecionada como locutora da Rádio 91 FM entre 250 candidatas.

“A comunicação sempre foi uma ferramenta para aproximar os cidadãos do poder público e dar visibilidade às reivindicações da população. O rádio continua sendo um dos principais instrumentos de aproximação entre a população e os gestores públicos”, declarou.

Conforme Keliana, ao longo de sua trajetória sempre utilizou os microfones para levar reclamações, sugestões e elogios dos ouvintes a prefeitos, vereadores e deputados. Entre os temas abordados, a pré-candidata fez críticas ao projeto de lei que trata da misoginia.

Embora reconheça que a proposta possa contribuir para coibir ataques contra mulheres, afirmou ser contrária ao texto aprovado pelo Senado por considerar que a definição de misoginia é “subjetiva” e pode abrir espaço para interpretações equivocadas.

Como exemplo, citou declarações envolvendo a primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, a “Janja”, ao defender que críticas aos gastos públicos não deveriam ser enquadradas como misoginia. “O projeto precisa de maior precisão jurídica para evitar que seja utilizado para restringir críticas de natureza política ou administrativa”, ressaltou.

A jornalista também criticou o que classificou como uso eleitoral de temas relacionados à violência contra mulheres e crianças. “O debate deveria priorizar políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência doméstica, especialmente aquelas ligadas à infância e ao ambiente familiar”, defendeu.

Nesse contexto, propôs que o Ministério das Mulheres seja conduzido por pessoas com experiência direta no enfrentamento da violência doméstica e afirmou ter desenvolvido propostas voltadas à prevenção desse tipo de crime, que já foram apresentadas a gestores da área da educação.

Ao comentar o cenário político, Keliana afirmou considerar a polarização natural em uma democracia, desde que o debate ocorra com respeito. Para ela, o problema está na “polarização tóxica”, marcada por ataques pessoais e intolerância entre os diferentes grupos políticos.

A pré-candidata também manifestou posicionamento sobre questões relacionadas à identidade de gênero, afirmando que, em sua avaliação, mulheres estariam perdendo espaço para pessoas trans em determinados debates públicos. A declaração inclui críticas à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), posicionamento que faz parte das bandeiras defendidas por Keliana durante a entrevista.

Ao encerrar a participação, Keliana agradeceu o espaço concedido para apresentar suas propostas e convidou o público a acompanhar seu trabalho e suas publicações nas redes sociais, onde afirma divulgar reflexões sobre política, família, desenvolvimento pessoal e proteção à infância.

Assista a entrevista completa pelo link:

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