A visão de João Henrique Catan para o futuro de Mato Grosso do Sul

Foto IA

As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul prometem ser marcadas por um embate ideológico intenso e polarizado. Nesse cenário de forças em movimento, a pré-candidatura do deputado estadual João Henrique Catan ao governo do Estado, pelo Partido Novo, chega para sacudir e reorganizar o campo da direita sul-mato-grossense.

Reconhecido como uma das principais lideranças conservadoras da região, nascido em Campo Grande em 1988, graduado em Direito e com passagem acadêmica pela renomada Universidade de Yale, o parlamentar construiu uma trajetória fulgurante. Elegeu-se pela primeira vez em 2018, aos 30 anos, e conquistou a reeleição em 2022 pelo Partido Liberal (PL), antes de migrar para o Partido Novo, legenda pela qual agora busca o comando do Executivo.

Na tribuna, seu estilo é marcado por debates acalorados e pelo uso de referências históricas e impactantes para denunciar o que considera ameaças à democracia e falhas na gestão pública. Com essa postura, ele se posiciona firmemente como uma alternativa de ruptura à chamada “velha política” local e como um defensor do legado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para o futuro de Mato Grosso do Sul, o projeto de Catan propõe um choque de gestão fundamentado nos princípios liberais de livre iniciativa, desburocratização e severa redução da máquina pública. Sua plataforma de oposição ao atual governo (liderado pela coalizão PSDB/PP) foca na austeridade fiscal e no combate ao endividamento do Estado.

O pré-candidato critica duramente o ritmo de empréstimos e o que classifica como um colapso financeiro que gera asfixia nos repasses de ICMS para os municípios do interior. Ele defende que o desenvolvimento econômico deve se ancorar em obras estruturantes duradouras, planejadas com eficiência técnica e forte controle legislativo.

Ao mesmo tempo em que prega o controle de gastos, João Henrique Catan busca um diálogo estreito com o funcionalismo público e com os usuários de serviços essenciais, apontando a superlotação e a precarização do sistema de saúde como marcas da atual administração.

No parlamento, ele tem liderado o enfrentamento a práticas que considera abusivas na saúde suplementar, exigindo transparência nas negativas de portabilidade de planos privados e encabeçando pedidos de CPI contra os aumentos aplicados pela CASSEMS aos cônjuges de beneficiários.

No campo econômico e social, o deputado se contrapõe diretamente à política salarial do governo. Por meio de emenda modificativa ao Projeto de Lei nº 34/2026, propôs elevar a revisão geral anual dos servidores estaduais de 3,81% para 7,79%, sustentando a necessidade de garantir ganho real e reposição integral da inflação.

Sua visão de desenvolvimento também abrange a modernização das legislações setoriais, equilibrando a vocação agropecuária do estado com a sustentabilidade e o incentivo à economia criativa. Exemplo disso é a chamada “Lei da Onça” (PL 96/2025), proposta de sua autoria que visa proteger os grandes felinos silvestres do Pantanal e do Cerrado, ao mesmo tempo em que estabelece protocolos de segurança, ações educativas e compensações financeiras a produtores rurais em caso de conflitos com a fauna.

Paralelamente, Catan defende o fomento ao turismo, à cultura e à vida noturna, cobrando políticas que facilitem a realização de grandes shows, eventos e festivais, além do apoio ao esporte amador como ferramenta de inclusão social.

Em plena fase de estruturação de seu plano de governo, João Henrique Catan se apresenta ao eleitorado sul-mato-grossense combinando o conservadorismo nos costumes, o liberalismo econômico e o rigor da lei como caminhos para destravar o potencial de crescimento do estado.

Por Antonio Ueno, cientista político

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