O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Corrêa Riedel, consolidou sua filiação ao PP e caminha para a disputa da reeleição em 2026 amparado por uma plataforma de modernização e atração de investimentos. Nascido no Rio de Janeiro e sul-mato-grossense de coração, o biólogo e mestre em zootecnia construiu uma trajetória de protagonismo que transita entre o agronegócio e a gestão pública estratégica. Eleito há quatro anos em sua primeira disputa a um cargo eletivo, Riedel atribui o resultado à clareza de suas propostas e a um debate franco com a sociedade, superando os desafios informacionais e os ataques de bastidores típicos do período de campanha.
A grande marca de sua atual gestão, segundo o chefe do Executivo estadual, reside no círculo virtuoso criado entre o desenvolvimento econômico e o retorno social. Sob essa ótica, o crescimento atrai investimentos que se desdobram em oportunidades práticas de emprego, habitação e infraestrutura. Riedel argumenta que seu legado está assentado na construção de um Estado moderno e forte, onde a educação atua como pilar de sustentação de médio e longo prazo para garantir que o bem-estar e o avanço socioeconômico sejam contínuos.
No campo social, o governador destaca os indicadores históricos obtidos por Mato Grosso do Sul, apontando que o estado atingiu a menor taxa de desemprego de sua história e o menor índice de pobreza extrema do Brasil, fixado em 1,6%. Para o gestor, o caminho definitivo para a erradicação da vulnerabilidade passa pela união entre a qualificação profissional e o amparo social direcionado. O ambiente de negócios favorável e a infraestrutura, dentro de sua visão, funcionam como as engrenagens principais para inserir famílias de baixa renda no mercado produtivo.
A educação é apontada pelo pré-candidato como uma das maiores transformações de seu mandato. Entre as conquistas, Riedel celebra a redução da evasão escolar para menos de 3% e o salto na avaliação do fluxo de estudantes da rede estadual, que subiu de 24% para 80%. Ele detalha que a atratividade das escolas foi ampliada por meio de cursos profissionalizantes, implantação de ensino em tempo integral em todos os municípios e um forte investimento estrutural. O governo soma a entrega de uma escola completamente restaurada e digitalizada a cada seis dias, totalizando mais de 200 unidades reformadas.
No setor da saúde, a estratégia do governo está centrada na descentralização e no fortalecimento dos hospitais regionais para dar suporte à atenção primária. Diante da complexidade tripartite do sistema — que envolve União, Estado e municípios —, Riedel defende modelos de cooperação que incluam a atração de capital privado. Ele cita os resultados positivos observados em municípios como Três Lagoas e Dourados, além do projeto de reestruturação do Hospital Regional de Campo Grande via Parceria Público-Privada (PPP), sob rígido gerenciamento técnico do Estado.
Estrategicamente posicionado no cenário global de segurança alimentar e transição energética, o estado tem atraído vultosos empreendimentos industriais. Riedel ressalta a solidez da cadeia de proteína animal voltada à exportação e a expansão da bioenergia, que inclui o biometano e o etanol de milho com novas plantas em municípios como Nova Alvorada, Costa Rica e Bandeirantes. A competitividade sul-mato-grossense deve ganhar ainda mais tração com a consolidação da Rota Bioceânica, classificada por ele não apenas como uma obra de infraestrutura, mas como um novo e duradouro eixo logístico e de serviços conectado a 54 países.
O suporte à qualificação dessa mão de obra já ocorre por meio de programas como o MS Qualifica e parcerias com o Sistema S e universidades. Para sustentar esse crescimento, o governador enfatiza o compromisso com o equilíbrio fiscal. Diante de discussões politizadas sobre os incentivos fiscais, Riedel é categórico ao defender o modelo de atração de negócios privados. Ele pontua que abrir mão de incentivos significaria perder milhares de empregos e investimentos que sequer aconteceriam no estado, ressaltando que o foco está em manter a competitividade regional até a transição definitiva imposta pela reforma tributária nacional.
Na esfera política, Riedel adota uma postura pragmática e de busca por harmonia institucional para garantir a confiança dos investidores. Ele confirma seu apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República, a quem entregou um plano econômico para o agronegócio construído junto às federações do setor. Ao mesmo tempo, mantém uma relação de respeito administrativo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando o governo federal como parceiro em obras cruciais, como os acessos à própria Rota Bioceânica.
Sobre sua migração do PSDB para o PP, o governador esclarece que a mudança reflete a atual reforma política brasileira e a redução do número de legendas, assegurando que o movimento ocorreu sem que ele abrisse mão de seus valores e conceitos políticos. Ciente de que seus altos índices de aprovação precisarão ser testados no debate eleitoral, Riedel aponta as fake news e os ataques de cunho pessoal como os principais desafios da campanha que se aproxima. Caso reeleito, ele promete manter o senso prático, promovendo ajustes dinâmicos na equipe e nas ações conforme as demandas da sociedade se transformem, preservando o foco absoluto em resultados e no diálogo político.
Por Antonio Ueno, Cientista Político






