Em meio ao avanço dos modelos flexíveis de contratação no Brasil, uma pesquisa da HUG, empresa especializada em curadoria e alocação de profissionais de comunicação e marketing, mostra uma contradição importante do mercado de open talent: 50% dos freelancers/PJs entrevistados afirmam que entraram nesse modelo por necessidade e ainda permanecem nessa condição.
O dado chama atenção porque o trabalho sob demanda tem sido cada vez mais adotado por empresas que buscam agilidade, redução de estruturas fixas e acesso rápido a profissionais especializados. No entanto, para muitos talentos, essa transição ainda acontece menos como uma escolha planejada de carreira e mais como resposta à falta de oportunidades formais ou à necessidade de se manter ativo no mercado.
A pesquisa também aponta que 74,1% dos profissionais citam a instabilidade financeira como principal desafio, 59,3% mencionam dificuldade para conseguir novos projetos ou clientes e 55,6% apontam a falta de benefícios, como saúde, previdência e férias remuneradas.





