CAMPO GRANDE (MS) – Conhecido por sua sólida atuação técnica nos bastidores da política sul-mato-grossense, o engenheiro civil, advogado e escritor Sandro Omar compartilhou detalhes de sua história de superação e suas visões de futuro para o estado. Em uma entrevista vibrante ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o pré-candidato a deputado federal abordou os desafios da gestão pública, criticou a atual estrutura de emendas parlamentares e defendeu a educação como o motor principal para a geração de oportunidades no país.
Durante o bate-papo conduzido pelos jornalistas Mirtes Ramos, Rogério Zanetti e Tony Ueno, Sandro Omar apresentou sua obra literária “O Orçamento Público Descomplicado”. O livro, segundo o autor, busca traduzir termos altamente complexos da administração em uma linguagem lúdica e acessível, comparando a máquina pública com a economia doméstica, servindo como ferramenta para que o cidadão comum aprenda a fiscalizar e cobrar a aplicação correta do dinheiro público nos municípios.
Críticas ao engessamento orçamentário
Com a experiência de quem coordenou por mais de duas décadas a assessoria técnica do deputado federal Vander Loubet, Sandro não poupou críticas ao atual modelo de emendas parlamentares no Congresso Nacional . Ele relembrou que, em 2003, um deputado dispunha de cerca de R$ 2 milhões ao ano, dependendo essencialmente de bons projetos para liberar verbas ministeriais. Hoje, com cotas que chegam a R$ 40 milhões para deputados e R$ 70 milhões para senadores, o orçamento da União tornou-se refém de interesses políticos.
“Sou contra isso. Entendo que o governo eleito tem que ter liberdade para implementar o seu plano de governo. Hoje temos um Congresso que atua mais como despachante de luxo para prefeitos e vereadores do que como legislador”, disparou o entrevistado.
Sandro Omar defendeu ainda que o repasse massivo de emendas parlamentares a senadores é inconstitucional na prática, já que os senadores representam os Estados (que possuem receita própria), enquanto os deputados federais representam as pessoas que vivem diretamente nas comunidades.
Da Engenharia à Pré-Candidatura
Questionado sobre o motivo de se lançar à linha de frente da política somente agora , o engenheiro explicou que a decisão partiu de uma reconfiguração de seu grupo político. Com o deputado Vander Loubet assumindo uma missão orientada pelo partido para concorrer ao Senado Federal, Sandro recebeu o aval e o incentivo para dar continuidade ao legado do mandato na Câmara dos Deputados.
Sandro enfatizou que sua principal bandeira na Câmara será a Educação. Vindo de uma origem humilde no interior de São Paulo, ele credita à educação todas as suas conquistas, desde a formação acadêmica acelerada até o posto de professor universitário aos 21 anos.
Outro ponto focal defendido por ele será a inclusão das comunidades isoladas, como povos indígenas, quilombolas e pequenos agricultores de assentamentos. Sandro defende que essas populações precisam ser blindadas de falsas promessas eleitoreiras através do pleno exercício da cidadania, que também se inicia nas salas de aula.
A entrevista completa e todos os detalhes dos bastidores técnicos da política orçamentária podem ser conferidos no canal oficial da Rede Top no YouTube.







