Em um tom firme e marcado pela independência política, o vereador Maicon Nogueira (PP) trouxe à tona graves denúncias sobre a gestão de Campo Grande. Em uma entrevista ao Jornal da Top, que em Campo Grande pode ser sintonizada na 88,9 FM, o parlamentar afirmou que existem provas robustas de irregularidades em contratos essenciais da prefeitura, especialmente na área da saúde e no transporte público.
Caos na Saúde e Contratos Sob Suspeita
Um dos pontos mais críticos da entrevista foi a denúncia sobre a empresa que presta serviços de limpeza nas unidades de saúde. Segundo Maicon, o contrato, que custava R$ 17 milhões em 2020, saltou para R$ 34 milhões na atual gestão, enquanto a qualidade do serviço despencou.
“Existem unidades onde se limpa consultórios com detergente de lavar louça em vez de produtos hospitalares específicos. É um crime sanitário”, disparou o vereador. Ele revelou ainda que a prefeitura paga por um número de funcionários que não está presente nas unidades, caracterizando, segundo ele, um crime administrativo comprovado.
Ultimato no Transporte Coletivo
Sobre o transporte público, Maicon relembrou que sua tese de intervenção no Consórcio Guaicurus foi aceita pelo judiciário. Ele alertou a população de que o prazo final para a prefeitura apresentar um relatório sobre a necessidade de intervenção vence no dia 8 de junho.
“O contrato é fraudulento e a empresa não atualiza a frota. Ou a prefeita toma coragem e rompe o contrato, ou assinará embaixo de um crime cometido diariamente contra 100 mil usuários”, afirmou.
Independência e Fiscalização
Questionado sobre sua postura agressiva sendo do partido da prefeita, Maicon foi enfático: “O vereador existe para fiscalizar. Se não fiscaliza, serve para quê?”. Ele destacou que sua lealdade é com o eleitor e que não votará “absurdos”, como aumentos de impostos ou repasses milionários sem a devida contrapartida de serviço para a cidade.
Ao final, o parlamentar colocou a imunidade de seu mandato à disposição de servidores públicos que desejam denunciar irregularidades, mas temem retaliações, reforçando seu papel como fiscalizador ativo da administração municipal.






