Nesta quarta-feira (13), os microfones da Rede Top FM (88,9 FM em Campo Grande) foram palco de um diálogo que misturou memórias emocionantes e uma análise profunda sobre o futuro de Mato Grosso do Sul. O programa Jornal da Top (1ª Edição) recebeu o vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), que compartilhou detalhes de sua história de superação e as metas ambiciosas da gestão estadual.
O Menino de Angélica: O Destino Escrito no Cimento
Muito antes de ocupar um dos cargos mais altos do Executivo estadual, Barbosinha conheceu o valor do esforço sob o sol de Mato Grosso do Sul. Ao recordar sua chegada ao estado em 1975, vindo de Goiás, ele emocionou os ouvintes ao falar de sua primeira ocupação: vendedor de picolés nas ruas de Angélica.
O interesse pela política, segundo ele, não foi um acaso, mas um chamado precoce. Aos 23 anos, ele se tornaria o prefeito mais jovem da história do MS, mas o “presságio” veio antes.
“Na época da criação de Angélica, escrevi ‘Zé Carlinhos 88’ no cimento fresco da prefeitura improvisada. Era uma referência ao ano em que eu sonhava disputar um cargo. O tempo passou e aquele sonho de adolescente se tornou a base de uma vida dedicada ao serviço público”, relembrou com nostalgia.
Um Estado que Cresce com Padrão Europeu
Atualmente, ao lado do governador Eduardo Riedel, Barbosinha descreve um papel “extremamente participativo”. Só nos últimos dias, o vice-governador percorreu mais de 30 municípios, reforçando o municipalismo que marca a atual gestão.
O grande destaque da entrevista foi o modelo de infraestrutura adotado para regiões como o Vale do Ivinhema. Inspirado em padrões europeus, o governo implementou contratos onde a empresa vencedora assume a responsabilidade total — do projeto à manutenção — por dez anos.
- A meta é clara: Mais de 700 quilômetros de recapeamento e 800 quilômetros de novas pavimentações para garantir que a logística acompanhe o crescimento econômico explosivo do estado.
Educação e Economia: O Desafio do Pleno Emprego
Com o Mato Grosso do Sul crescendo acima da média nacional, Barbosinha celebrou o cenário de pleno emprego, mas alertou para o desafio da qualificação. Na educação, o programa “MS Alfabetiza” foi citado como um divisor de águas, colocando o estado no topo dos índices de alfabetização do país e ampliando o ensino profissionalizante para jovens.
No campo fiscal, o vice-governador garantiu que o equilíbrio das contas é prioridade absoluta. Mesmo com a queda nas receitas da importação do gás boliviano, o Estado mantém sua capacidade de investimento sem sacrificar o bolso do cidadão. “O governo Riedel governa com responsabilidade, evitando medidas eleitoreiras e mantendo o pé no chão”, afirmou.
Segurança nas Fronteiras: O Desabafo e a Cobrança
O tom da entrevista ganhou contornos de firmeza quando o assunto foi a segurança pública. Ex-secretário da área, Barbosinha não poupou críticas à falta de participação efetiva da União no combate ao crime organizado.
Com 1,6 mil quilômetros de fronteira com Paraguai e Bolívia, o MS acaba sobrecarregado.
“O DOF (Departamento de Operações de Fronteira) é uma referência nacional, lideramos as apreensões de drogas no Brasil. No entanto, mais de 40% da nossa população carcerária é composta por presos ligados ao tráfico transnacional. É uma conta que o Estado paga sozinho, mas que deveria ter o suporte financeiro do Governo Federal”, desabafou.
Ele lembrou que o Estado já ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrar o ressarcimento desses custos.
Olhar no Futuro: 2026 no Horizonte
Encerrando a entrevista, Barbosinha reforçou sua crença na continuidade do projeto político atual. Para ele, o combate às facções exige inteligência e asfixia financeira, mas o bem maior é a paz do cidadão sul-mato-grossense. Ao olhar para 2026, demonstrou confiança na reeleição de Eduardo Riedel, consolidando Mato Grosso do Sul como um dos estados mais seguros e prósperos para se viver no Brasil.





