O cenário político na Capital de Mato Grosso do Sul atingiu seu ponto mais sombrio. A pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, registrada sob os números MS-05958/2026 e BR-00455/2026, revela um retrato devastador da atual legislatura. Realizado entre os dias 17 e 21 de julho deste ano, ouvindo 1.000 eleitores com 16 anos ou mais nas sete regiões urbanas e nos distritos de Anhanduí e Rochedinho, o levantamento expõe uma Casa de Leis que perdeu totalmente a conexão com as ruas.
Os números não mentem e desenham uma tragédia administrativa com margem de erro de 3,10 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%: a decepção se transformou em fúria.
Reprovação histórica
Conforme o levantamento, a aprovação da Câmara Municipal desmoronou para pífios 10%. Em contrapartida, uma maioria esmagadora de 75% desaprova sumariamente o trabalho realizado pela Casa de Leis. Os que não souberam ou não quiseram responder somam 15%.
Quando confrontados com a qualidade do serviço prestado pelos parlamentares, o sentimento de tristeza e ruína é ainda mais evidente: 60% classificam a gestão como ruim ou péssima. Outros 19% consideram o desempenho apenas regular, enquanto míseros 8% o definem como bom ou ótimo. O índice dos que não sabem ou não responderam é de 13%.
A lista da indignação
O Instituto Ranking mergulhou fundo na raiz dessa profunda crise de legitimidade e questionou os eleitores sobre quais atos dos vereadores causaram maior asco e revolta. As respostas formam um rol de falhas graves e abandono de deveres constitucionais.
O principal ponto de ruptura entre o povo e seus representantes é a covardia política. Nada menos que 38% dos entrevistados apontaram a não assinatura da CPI da Saúde como o fato mais imperdoável da atual atuação. No momento em que a população mais sofria, os vereadores escolheram proteger aliados a fiscalizar o caos nos hospitais.
Logo em seguida, o bolso do cidadão foi atacado: 30,9% declararam sua profunda mágoa pelo fato dos parlamentares terem votado a favor da manutenção do aumento do IPTU e da taxa do lixo. Em um cenário de dificuldade econômica, a Câmara optou por aumentar a carga tributária em vez de cortar gastos na própria carne.
A lista continua:
- 26% reclamam que os parlamentares, só votam o que a prefeita manda;
- 18,4% acusam a Casa de Leis de não fiscalizar direito o Executivo municipal;
- 16% dos eleitores são categóricos e definem esta legislatura como “os piores vereadores de todos os tempos”;
- 12,6% manifestaram contra a festa junina da Câmara Municipal com dinheiro do povo;
- 10,8% expressam tamanha decepção que defendem abertamente que deveriam fechar a Casa de Leis;
- 8% afirmam, em um tom de total desespero, que “só salvam 8 dos 29 vereadores”;
- 7,4% citaram a indignação com o fato de eles terem sido vistos em um churrasquinho na casa da prefeita, simbolizando a promiscuidade política;
- Outros 5,8% citaram outras opiniões;
- Não souberam ou não responderam 4,6%.
Metodologia
A pesquisa adotou uma metodologia quantitativa rigorosa, baseada na aplicação de questionários estruturados. As entrevistas foram realizadas por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional e também em visitas domiciliares, garantindo a fidelidade estatística dos dados apresentados.
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