Em entrevista explosiva à Rede Top FM (88,9 FM) nesta segunda-feira (11), o deputado federal Marcos Pollon (PL) abriu a semana subindo o tom contra o Judiciário e o que chama de “sistema”. Sem papas na língua, o parlamentar defendeu sua produção legislativa, denunciou perseguição política no Conselho de Ética e reafirmou que sua pré-candidatura ao Senado em 2026 é uma missão direta dada por Jair Bolsonaro.
Guerra contra o STF e Impeachment
Pollon foi categórico ao afirmar que a democracia brasileira está sob ataque e que a solução passa pelo enfrentamento direto à Suprema Corte.
“É preciso colocar limites no Supremo. Temos que parar com o ‘endeusamento’ desses magistrados. Hoje, eles não enfrentam nenhum controle ou responsabilização”, disparou.
O deputado citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin como engrenagens de um sistema que busca manter o status quo e silenciar vozes conservadoras. Entre suas prioridades para o Senado, Pollon listou o impeachment de ministros do STF e a anistia irrestrita aos presos do 8 de janeiro.
“A vaga é minha”: O aval de Bolsonaro
Sobre o cenário eleitoral de 2026, Pollon encerrou qualquer especulação interna no PL. Ele revelou possuir uma carta escrita de próprio punho por Bolsonaro garantindo sua indicação ao Senado por Mato Grosso do Sul.
“Não existe direita sem Bolsonaro. Rejeito qualquer dúvida sobre esse apoio e duvido que a direita vá contrariar a orientação do capitão”, avisou, desprezando pesquisas eleitorais que, segundo ele, sempre subestimam a força dos conservadores.
Perseguição e “Sistema”
Ao comentar sua suspensão pelo Conselho de Ética, o parlamentar classificou a punição como uma “manobra injusta” e fruto de um tratamento desigual. Para Pollon, o “sistema” — composto pelo governo federal, esquerda e parte do Centrão — tenta asfixiar sua atuação em ano eleitoral por medo de suas pautas:
- Legítima defesa e direito à propriedade;
- Fim de benefícios para invasores de terras;
- Combate à “ditadura da toga” no Congresso.
Segurança Pública e Liberdade
Ainda sobre legislação, Pollon criticou a timidez das novas leis criminais. Embora tenha participado do endurecimento de regras contra criminosos, ele alertou que o Brasil continuará “secando gelo” enquanto não houver uma reforma profunda que proteja a vítima e não o bandido. Ele também lamentou o fim da imunidade parlamentar, citando o caso de Daniel Silveira como o exemplo máximo do “sepultamento” da liberdade de expressão dentro do Congresso Nacional.
Ao encerrar, o deputado reforçou seu objetivo de expulsar o PT do poder e “devolver a esperança” ao país através de um Senado corajoso e disposto ao embate.
A entrevista voi concedida aos jornalistas; Rogério Zanetti e Ricardo Ortiz.
Rede Top FM:
- Campo Grande: 88,9 MHz
- Glória de Dourados: 98,9 MHz
- Ivinhema: 103,1 MHz
- Camapuã: 90,9 MHz
- Caracol: 102,3 MHz





